A Melià Hotels, a maior rede hoteleira estrangeira em Cuba, anunciou a interrupção imediata das operações em seus 15 hotéis na ilha. A decisão ocorre próximo ao fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos, que exige que empresas internacionais cessem suas atividades comerciais com o governo cubano.
De acordo com um comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) na Espanha, a Melià instruiu sua subsidiária portuguesa, Ilha Bela, a rescindir imediatamente os serviços de gestão e comercialização, além da cessão de uso das marcas hoteleiras.
A Melià justificou sua ação como uma resposta responsável a uma série de circunstâncias imprevistas, que estariam além do controle gerencial da Ilha Bela. Essa mudança de postura reflete a crescente pressão exercida pelo governo dos EUA sobre o regime cubano.
Além da Melià, a Iberostar, que é a segunda maior operadora hoteleira estrangeira em Cuba, também anunciou o encerramento das operações em 12 de suas unidades na ilha. Esta movimentação se alinha com as diretrizes da administração americana, que tem pressionado fortemente empresas a se afastarem do regime castrista.
A situação se complica ainda mais com o anúncio da Blue Diamond, a terceira maior rede hoteleira no país, que também encerrará suas atividades em Cuba. Em um cenário paralelo, a companhia aérea espanhola Iberia decidiu suspender seus voos entre Madri e Havana.
O prazo estipulado pela Casa Branca para o rompimento de vínculos comerciais se encerra na sexta-feira (5). A ordem executiva imposta pelo governo americano ameaça bloquear ativos de indivíduos e empresas que mantiverem relações com Cuba, alegando preocupações com a presença de bases militares e de inteligência na ilha.




