O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira (2) que a América Latina é composta por diversos países aliados a Washington, destacando isso como uma “conquista importante”. No entanto, ele incluiu o Brasil em uma lista de exceções, mencionando-o ao lado de regimes autocráticos como os da Venezuela, Nicarágua e Cuba.
Durante uma audiência no Senado americano, Rubio afirmou que a região agora abriga uma série de líderes que são favoráveis aos interesses dos EUA. Contudo, ele fez questão de ressaltar que o Brasil, que está em meio a um ciclo eleitoral, e o atual governo da Colômbia também enfrentam desafios.
O secretário enfatizou a formação de uma “coalizão de países amigos” que estão se unindo para lidar com questões de segurança, referindo-se ao Escudo das Américas. Esta aliança foi proposta anteriormente pelo ex-presidente Donald Trump e visa combater o tráfico de drogas, recebendo apoio de governos de direita, como os da Argentina, Chile, Equador e El Salvador.
Rubio expressou satisfação com o fortalecimento dessa aliança, considerando-a uma resposta ao que ele definiu como 20 anos de “abandono” dos EUA na América Latina. Ele acredita que esse período foi aproveitado pela China para aumentar sua influência no continente.
Desde o retorno ao poder de Trump, países da região, como Bolívia, Honduras e Chile, têm se inclinado para a direita. O cenário político também é marcado pelo forte desempenho do direitista Abelardo de la Espriella, que foi o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais colombianas, buscando suceder o atual presidente, o esquerdista Gustavo Petro.
Na Venezuela, os EUA continuam a exercer influência desde a captura do ditador Nicolás Maduro, e em Cuba, Trump chegou a ameaçar “assumir o controle” da ilha para promover mudanças políticas. Essas ações refletem a estratégia dos EUA para reafirmar sua presença e influência na América Latina em um cenário geopolítico em constante evolução.




