O desfile do Dia de Israel, evento tradicional realizado em Nova York desde 1964, não contou com a presença do prefeito Zohran Mamdani neste domingo (31). Ele é o primeiro mandatário da cidade a se ausentar dessa cerimônia, que celebra a fundação do Estado de Israel em 1948.
Mamdani, que faz parte da ala socialista do Partido Democrata, já havia anunciado sua decisão durante a campanha eleitoral. Em uma coletiva de imprensa na semana anterior ao desfile, ele reiterou que não participaria do evento, justificando sua posição ao acusar o governo israelense de genocídio na Faixa de Gaza.
A comissária de polícia de Nova York, Jessica Tisch, que é judia, e uma delegação do governo de Israel, liderada pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, marcaram presença no desfile. O rabino Marc Schneier, presidente da Fundação para o Entendimento Étnico e fundador da Sinagoga Hampton, expressou sua indignação com a ausência de Mamdani, descrevendo-a como “um tapa na cara de todos os judeus nova-iorquinos”.
Em um tom incisivo, Schneier afirmou: “Faça-nos um favor, fique em casa. Não precisamos de você. Não queremos você.” Essa crítica reflete a insatisfação de parte da comunidade judaica com a postura do prefeito, que, ao longo de sua trajetória política, tem se posicionado de maneira crítica em relação a Israel.
Adicionalmente, a decisão de Mamdani teve repercussões no calendário judaico, levando várias entidades a boicotar um evento de Shavuot, uma das principais festas judaicas, realizado por ele no último dia 18. Essa situação destaca as tensões entre o prefeito e a comunidade judaica de Nova York, especialmente durante o Mês da Herança Judaica Americana.




