As eleições presidenciais na Colômbia se aproximam de um momento decisivo com a realização do segundo turno no dia 21 de junho. Os candidatos Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda foram os mais votados no primeiro turno, que ocorreu no último domingo, 31. Este embate definirá quem governará o país até 2030.
Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos, é um representante da direita nacionalista e lidera o movimento denominado Defensores da Pátria. Ele é frequentemente comparado a figuras políticas como Javier Milei e Nayib Bukele, devido a suas propostas de liberdade econômica e sua postura rigorosa contra o crime organizado. Um aspecto polêmico de sua campanha é a proposta de legalização de 10% do capital proveniente de atividades ilegais, incluindo o narcotráfico, com o intuito de 'limpar' a economia.
A trajetória de Espriella na advocacia inclui a defesa de personagens controversos, como Jorge Visbal, que foi condenado por ligações com grupos paramilitares, e Alex Saab, apontado como operador financeiro do governo de Nicolás Maduro na Venezuela. O candidato afirma que suas ações sempre se pautaram por critérios éticos e legais, apesar das críticas que enfrenta.
Por outro lado, Iván Cepeda, aos 63 anos, é o candidato apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro. Com um histórico de 12 anos como senador e formação em filosofia, Cepeda é uma figura proeminente da esquerda colombiana, tendo passado por partidos como o Partido Comunista e a União Patriótica. Ele é conhecido por seu ativismo em direitos humanos e por sua participação nas negociações de paz com grupos armados, como as Farc.
A relação entre Cepeda e o ex-presidente Álvaro Uribe é marcada por um antagonismo histórico. Cepeda acusa Uribe de violações de direitos humanos e de ter vínculos com o crime organizado, enquanto Uribe e seus apoiadores tentam vincular o senador às Farc, utilizando supostas evidências que Cepeda refuta, prometendo processar qualquer um que ataque sua honra.
A eleição, marcada para o dia 21 de junho, representa um confronto direto entre visões econômicas e sociais divergentes. De la Espriella defende uma abordagem centrada em segurança rígida, restrições ao aborto e cortes no tamanho do Estado, enquanto Cepeda busca a continuidade das políticas de esquerda implementadas por Petro, com foco em direitos humanos e nos acordos de paz estabelecidos. O resultado deste pleito será decisivo para o futuro político e social da Colômbia.




