O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu um alerta nesta quinta-feira (28) a Omã, informando que sanções podem ser impostas caso o país se una ao Irã na tentativa de instituir pedágios para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi feita pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, por meio da rede social X, em resposta a rumores sobre uma possível colaboração entre Omã e Irã nesse sentido.
Bessent deixou claro que os EUA não aceitarão qualquer tentativa de implementar um sistema de cobrança no estreito, que é vital para o comércio global de petróleo. O secretário enfatizou que Omã, como aliado dos Estados Unidos, deveria estar ciente das consequências que podem advir de qualquer envolvimento nesse tipo de acordo.
"O governo dos EUA não tolerará nenhum esforço para impor um sistema de pedágios no Estreito de Ormuz", afirmou Bessent. Ele acrescentou que medidas rigorosas seriam tomadas contra qualquer ator que, de forma direta ou indireta, facilitasse a implementação de pedágios na região.
Além disso, o secretário insistiu que todas as nações devem categoricamente rejeitar as iniciativas do Irã que visem restringir o livre fluxo do comércio. Bessent reiterou que os Estados Unidos estão atentos a qualquer ação que possa ameaçar a segurança marítima no estreito.
Em uma declaração anterior, o presidente Donald Trump havia advertido que os EUA não permitiriam que qualquer país exercesse controle sobre o Estreito de Ormuz, caracterizando-o como águas internacionais. Trump chegou a mencionar que poderia tomar medidas drásticas contra Omã caso o país tentasse estabelecer controle sobre a área.
Informações do portal Axios indicam que houve negociações entre representantes do Irã e dos EUA visando a reabertura do Estreito de Ormuz, que atualmente se encontra bloqueado pelo Irã. No entanto, a confirmação oficial da autorização por parte de Trump ainda não foi divulgada, deixando incertezas sobre o futuro do estreito e suas rotas comerciais.




