Na manhã do dia 26 de maio, o ônibus da 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante e Comunitária prestou atendimento à população na região do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. A ação aconteceu em frente ao Corpo de Bombeiros, na Avenida Castelo Branco, e possibilitou que cidadãos resolvessem questões legais de maneira rápida e sem custos.
A família do aposentado João Aparecido de Oliveira, residente em Rochedo, aproveitou a oportunidade para regularizar a paternidade de seu filho de 22 anos, V.L. O jovem, que conheceu a Justiça Itinerante por meio de sua namorada estudante de Direito, buscou a localização da unidade móvel para realizar o reconhecimento da paternidade socioafetiva. Com o atendimento, ele conseguiu ter o nome de seu pai, João Aparecido de Oliveira, em sua certidão de nascimento, oficializando um sentimento que já existia desde os primeiros meses de sua vida.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal, João e Rosa Maria Lopes, oficializou sua união após 22 anos de relacionamento. A cerimônia de casamento estava programada para ocorrer no sábado, mas amigos do casal que estavam presentes se empolgaram e decidiram se casar no mesmo dia, com João e Rosa atuando como testemunhas.
A família, que saiu de sua chácara de madrugada, considerou a experiência valiosa. "Saímos aqui da Itinerante com tudo resolvido. Em 40 dias teremos as certidões de casamento e reconhecimento de paternidade, e isso ajuda bastante, pois são serviços que custam caro nos cartórios ou via processo judicial", afirmou João.
Além deles, a jornalista I.C. também recorreu à Justiça Itinerante desde o nascimento de sua filha em 2019, utilizando o serviço para resolver questões relacionadas à pensão alimentícia. O juiz Alexsandro Motta, que atua no juizado móvel, destacou que essa experiência é uma das mais gratificantes de sua carreira, pois o contato direto com a população revela o impacto das decisões judiciais na vida das pessoas. Ele enfatizou a importância da Justiça Itinerante como um meio de aproximar o Poder Judiciário da população, eliminando barreiras geográficas e burocráticas.
Motta ressaltou que o trabalho realizado pela Justiça Itinerante não se limita a descentralizar o atendimento, mas visa garantir um acesso real à justiça, oferecendo soluções em tempo adequado e com uma linguagem compreensível. O magistrado concluiu afirmando que esse modelo reafirma a função do juiz como agente de transformação social, comprometido com a eficiência e a inclusão.




