As fontes informaram que, para que o memorando entre em vigor, ele precisa da aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, que teria solicitado um período de reflexão antes de tomar uma decisão. Até o momento, nem a Casa Branca nem o governo iraniano confirmaram a notícia.
O memorando estipula que a navegação pelo Estreito de Ormuz, atualmente quase totalmente bloqueado pelo regime iraniano, será feita “sem restrições”. Isso implica que não haverá cobrança de pedágio na passagem marítima e que a pressão militar será retirada. Além disso, o Irã deverá remover todas as minas marítimas do estreito em um prazo de 30 dias.
Outra informação relevante é que o bloqueio imposto pelos EUA a portos iranianos será suspenso, de forma proporcional à restauração do transporte marítimo comercial. O memorando também incluirá um compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares, sendo a remoção de urânio altamente enriquecido uma das primeiras questões a serem tratadas durante o período de 60 dias.
O acordo abrange ainda discussões sobre o alívio de sanções ao regime iraniano, a liberação de fundos que estão bloqueados e um mecanismo para facilitar a chegada de mercadorias e ajuda humanitária ao Irã. Essa negociação ocorre em um contexto de tensões aumentadas no Oriente Médio, que ameaçam a continuidade do cessar-fogo iniciado em 7 de abril.
Recentemente, o Irã realizou um ataque contra o Kuwait, que, segundo a Guarda Revolucionária Islâmica, tinha como alvo uma base americana. O ataque ocorreu após o Comando Central dos EUA relatar o abate de drones iranianos na região do Estreito de Ormuz e um ataque a uma instalação militar em Bandar Abbas, cidade portuária do Irã.




