A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta quinta-feira (28) que realizou um ataque a uma base aérea dos Estados Unidos no Oriente Médio, como retaliação a ações americanas que ocorreram anteriormente. A localização exata da unidade militar atacada não foi revelada, mas o Kuwait, que abriga uma base americana, informou que interceptou "ameaças hostis de mísseis e drones".
O Comando Central dos EUA (Centcom) posteriormente confirmou que o ataque iraniano teve como alvo o Kuwait, considerando a ação uma "violação flagrante do cessar-fogo". O Centcom também declarou que a ofensiva com mísseis balísticos foi "interceptada com sucesso pelas forças do Kuwait".
Horas antes do ataque, o Centcom relatou que abateu drones iranianos na região do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima de grande importância estratégica e que, desde o início do conflito, tem sido quase totalmente bloqueada pelo Irã. Além disso, os EUA atacaram uma instalação militar em Bandar Abbas, cidade portuária iraniana.
De acordo com o Centcom, essas ações foram descritas como "calculadas, puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo". O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro e, apesar de estar em cessar-fogo desde 7 de abril, houve trocas de ataques esporádicos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem afirmado que a trégua continua em vigor, mas não hesitou em ameaçar retomar os ataques ao Irã de forma contundente caso o país não chegue a um acordo com Washington para encerrar as hostilidades.




