Durante uma reunião de gabinete realizada na quarta-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que sua estratégia em relação ao Irã não será alterada devido às eleições legislativas de meio de mandato que se aproximam. Pesquisas indicam uma desvantagem do Partido Republicano nas eleições de novembro, mas Trump deixou claro que não se deixará influenciar por esse fator. O presidente enfatizou que, se o Irã não aceitar um acordo de paz, os EUA "vão terminar o trabalho" que foi iniciado com os ataques realizados em fevereiro.
Trump comentou que o Irã está "negociando no limite" e tenta ganhar tempo, aguardando que as pressões eleitorais influenciem a postura da Casa Branca. "Eles pensaram que poderiam esperar. Sabe, 'vamos esperar por ele, ele tem as eleições de meio de mandato'. Eu não me importo com as eleições de meio de mandato", afirmou o presidente.
Embora Trump tenha indicado que não está satisfeito com as propostas apresentadas por Teerã, ele ainda acredita na possibilidade de um acordo que possa selar a paz. "Eles querem muito fazer um acordo. Até agora, não chegaram lá. Não estamos satisfeitos com isso, mas estaremos, ou então teremos que simplesmente terminar o trabalho", declarou.
A Casa Branca está buscando um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, além de garantir que a capacidade nuclear do Irã seja significativamente reduzida. No entanto, as negociações enfrentam desafios, como a questão do urânio altamente enriquecido do Irã e a extensão de um cessar-fogo nas operações de Israel contra o Hezbollah no Líbano.
Trump também se opôs à ideia de que Rússia ou China possam assumir a responsabilidade pelo urânio enriquecido iraniano, uma alternativa que tem sido discutida em relação a um possível acordo. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, o Irã detém 440,9 quilos de urânio enriquecido a até 60%, um nível próximo ao requerido para a fabricação de armas nucleares.




