O IPA (Instituto de Previdência de Angélica) foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 27. A autarquia anunciou que conseguiu resgatar R$ 2 milhões que estavam aplicados no Banco Master antes da liquidação da instituição financeira. O prefeito de Angélica, Edinho Cassuci, confirmou a retirada do dinheiro, realizada em novembro do ano passado, embora a reportagem não tenha conseguido contato direto com o presidente do IPA.
Em entrevista, Cassuci esclareceu que a prefeitura não exerce a gestão do IPA, que possui autonomia administrativa e financeira, sendo uma entidade de direito público criada para oferecer serviços descentralizados. Durante a operação, a PF não notificou o prefeito sobre qualquer ordem judicial para afastamento de servidor, mas a apreensão de celulares e computadores foi realizada.
A operação da PF incluiu o cumprimento de sete mandados de busca em Angélica. Também foi alvo das investigações o IPREFSUL (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul), que investiu R$ 7 milhões em Letras Financeiras do Banco Master no ano de 2024. O prefeito de Fátima do Sul, Wagner Roberto Ponsiano, conhecido como Wagner da Garagem, reiterou que o IPREFSUL é uma autarquia.
Além de Angélica, a operação da PF cumpriu mandados em São Paulo (SP) e incluiu a suspensão cautelar das funções públicas de alguns envolvidos nas investigações. O objetivo é coletar provas que possam confirmar ou refutar as hipóteses criminais em análise. As operações, nomeadas Zehirut e Charitzut, fazem referência a princípios fundamentais da gestão de recursos públicos, que são prudência e diligência, traduzidos do hebraico.
O Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central, é acusado de ter maquiado rendimentos de aplicações financeiras feitas por diversos institutos de previdência municipais. A crescente participação desses fundos na compra das Letras Financeiras representou uma estratégia do banco, especialmente após a regulação que restringiu captações voltadas a investidores pessoas físicas, que eram majoritariamente realizadas por meio de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).




