Mais de 574 mil brasileiros já se inscreveram na Plataforma Centralizada de Autoexclusão, uma iniciativa do Governo do Brasil lançada em dezembro de 2025. Essa ferramenta, disponível no site do Ministério da Fazenda, possibilita que os usuários bloqueiem simultaneamente todas as casas de apostas autorizadas no país por meio de uma única solicitação, associada ao CPF do individuo.
Entre os cadastrados, 207 mil pessoas, o que representa 41% do total, indicaram que a perda de controle sobre o jogo e os efeitos na saúde mental foram os principais motivos para solicitar a autoexclusão. A plataforma também oferece informações e links para que os usuários possam buscar assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), direcionando-os a serviços especializados em saúde mental.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância dessa ferramenta ao afirmar que o governo está desenvolvendo instrumentos modernos para lidar com problemas contemporâneos, fundamentados em evidências e voltados para a proteção da população. Ele destacou que essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla que visa a prevenção, o cuidado e a redução de danos, além de reforçar a oferta de acolhimento em saúde mental pelo SUS.
Além do controle da autoexclusão, os dados revelam que 18% dos usuários buscam prevenir o uso inadequado de seus dados nas plataformas. Outros 14% não informaram o motivo da exclusão, enquanto 13% tomaram a decisão de forma voluntária. Dificuldades financeiras foram mencionadas por 12% dos entrevistados como razão para o bloqueio.
A autoexclusão não apenas impede novos cadastros, mas também suspende a publicidade direcionada sobre apostas. Os usuários têm a opção de escolher por quanto tempo desejam se afastar das casas de apostas, com 69% optando por um tempo indeterminado e 31% estabelecendo um período específico, sendo um ano o mais comum.
O Ministério da Saúde também está investindo em pesquisas para entender melhor os impactos das apostas na saúde da população. Em uma nova iniciativa, o SUS lançou um serviço de teleatendimento em saúde mental focado em casos relacionados a jogos e apostas, com um investimento de R$ 2,5 milhões. Este serviço, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, pode atender até 650 pacientes por mês.




