O regime islâmico do Irã intensificou suas atividades de mobilização militar ao longo do último fim de semana, promovendo treinamentos de civis pela televisão estatal e recrutando crianças a partir dos 12 anos para atuar em postos de controle e patrulhas em Teerã. Esta ação ocorre em um contexto de tensão crescente, com um cessar-fogo que se mostra cada vez mais frágil diante da possibilidade de ataques americanos.
Em transmissões ao vivo realizadas pela Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), a televisão estatal iraniana, foram exibidas instruções sobre como manusear armamentos como fuzis AK-47, metralhadoras PK, fuzis de precisão Dragunov e lançadores RPG-7. Um dos programas, transmitido pelo canal Ofogh, destacou o âncora Hosein Hoseini disparando uma arma em direção à bandeira dos Emirados Árabes Unidos, que estava projetada ao fundo do estúdio.
Outra apresentadora, Mobina Nasiri, do canal Channel 3, segurou um fuzil e declarou estar pronta para sacrificar sua vida pelo país. Essas transmissões também mostraram simulações de tiros contra imagens do presidente americano Donald Trump e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçando a retórica belicosa do regime.
As autoridades iranianas instalaram cabines de treinamento em praças públicas em Teerã, onde membros da Guarda Revolucionária Islâmica ensinam civis a montar, desmontar e disparar fuzis AK-47. O militar Nasser Sadeghi, mencionado por agências de notícias, afirmou que os treinamentos têm como objetivo promover uma cultura de martírio e vingar o sangue do ex-aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques iniciais dos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
Mohsen Barmahani, vice-presidente da IRIB, defendeu a realização dessas aulas de tiro para civis em canais iranianos, argumentando que é uma forma de preparação para a Defesa da Pátria. O treinamento de civis e o recrutamento de crianças são parte de uma estratégia mais ampla que busca fortalecer a mobilização popular em face da pressão externa, especialmente dos Estados Unidos.
Com a escalada das tensões, o presidente Donald Trump alertou que o tempo está se esgotando para o Irã e que, se não houver progresso nas negociações de paz, o regime enfrentará sérias consequências. O Departamento de Guerra americano já estaria preparando cenários para uma possível retomada de ataques aéreos contra o Irã, enquanto Trump se reuniu com sua equipe de segurança nacional para discutir novas opções militares.




