Na quinta-feira (21), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que Cuba aceitou uma proposta dos Estados Unidos para receber US$ 100 milhões em ajuda humanitária. No entanto, a forma como essa ajuda será entregue ainda não foi esclarecida. Rubio comentou sobre a aceitação, afirmando: "Eles dizem que aceitaram. Vamos ver se isso significa [que vai funcionar]".
Rubio destacou a preocupação dos Estados Unidos em garantir que a ajuda não caia nas mãos do regime cubano, que poderia desviar os recursos. Ele afirmou: "Não vamos fornecer ajuda humanitária que acabe nas mãos da empresa militar deles [do regime cubano]. E aí eles pegam esse material, vendem em lojas de um dólar e embolsam o dinheiro".
A proposta de ajuda humanitária foi inicialmente apresentada pelo governo de Donald Trump, que estipulou que os recursos fossem distribuídos através da Igreja Católica e outras organizações independentes, evitando a participação direta do governo cubano.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, havia declarado anteriormente que o regime aceitaria a ajuda caso os Estados Unidos estivessem dispostos a fornecer o valor acordado e respeitassem as práticas universalmente reconhecidas de assistência humanitária.
A declaração de Rubio ocorreu um dia após o indiciamento do ex-ditador cubano Raúl Castro, relacionado à morte de quatro ativistas cubano-americanos em um incidente envolvendo o abate de dois aviões civis em 1996. Esse desenvolvimento elevou ainda mais as tensões entre Cuba e os Estados Unidos.




