As nações aliadas de China e Rússia expressaram apoio ao regime cubano, especialmente ao ex-ditador Raúl Castro, que foi indiciado nos Estados Unidos nesta quarta-feira (20) por homicídio, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, em um caso que remonta a 1996.
O governo chinês, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, pediu nesta quinta-feira (21) que Washington cesse o uso de "armadilhas judiciais" contra Cuba. A acusação está relacionada ao abate de dois aviões cubanos em 1996 e a China criticou a Casa Branca por impor sanções unilaterais e por utilizar processos judiciais considerados "abusivos".
Guo Jiakun enfatizou, em coletiva de imprensa, que a China se opõe a sanções que não se baseiam no direito internacional, assim como ao uso de meios judiciais para pressionar Cuba. Ele afirmou que os EUA devem interromper o uso de sanções e ameaças de força, reiterando o apoio inabalável da China à soberania e dignidade nacional da ilha.
A Rússia também se manifestou em defesa de Cuba e de Raúl Castro nesta quinta-feira. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que o país continuará a oferecer suporte ativo ao povo cubano durante o que ela chamou de um "período extremamente difícil".
A acusação contra Raúl Castro, que atualmente tem 94 anos e deixou o poder em Cuba em 2019, representa um novo passo na crescente pressão dos EUA sobre a ilha. Essa pressão se intensificou após a prisão do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, resultando em novas ameaças e no embargo das exportações de petróleo para o país, o que agravou a crise energética e humanitária em Cuba.




