A Defesa Civil de Cuba (DC) publicou um guia com orientações destinadas à população, visando prepará-la para uma eventual ofensiva dos Estados Unidos. O documento surge em um cenário de retórica militarizada entre as duas nações, que tem se intensificado recentemente.
As recomendações incluem a preparação de uma bolsa ou mochila contendo um kit de primeiros socorros e itens considerados essenciais. São sugeridos documentos de identificação, rádio, velas, fósforos, lanterna, alimentos prontos para consumo por três dias, água potável, produtos de higiene, medicamentos para doenças crônicas e brinquedos para crianças pequenas.
Além disso, o guia orienta sobre como prestar primeiros socorros a pessoas com ferimentos, como fraturas e hemorragias. A DC também enfatiza a importância de encontrar um “local seguro apropriado” em caso de ataques aéreos, destacando a necessidade de proteger pessoas vulneráveis, como deficientes, idosos, crianças e mulheres grávidas. Em situações de alerta, a recomendação é buscar abrigo em porões, túneis e trincheiras que ofereçam proteção contra ondas de choque.
Caso não seja possível chegar a esses locais seguros, a Defesa Civil adverte a população a evitar permanecer em ruas e praças abertas, não se abrigar em prédios danificados e não buscar refúgio sob pontes, túneis rodoviários ou postos de gasolina.
No dia 18, Miguel Díaz-Canel, líder cubano, declarou que um ataque militar dos EUA resultaria em um “banho de sangue”, em resposta a uma reportagem que indicava que o regime cubano estaria elaborando planos militares contra os Estados Unidos. A declaração veio após a informação de que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e estaria considerando usá-los em operações contra a base americana de Guantánamo, navios militares dos EUA e a base de Key West, na Flórida.
Díaz-Canel não confirmou a aquisição dos drones, mas afirmou que Cuba possui o “direito absoluto e legítimo de se defender”. Desde o início do ano, a administração do presidente Donald Trump tem implementado medidas contra a ilha, alegando que Cuba abriga bases militares e de inteligência de adversários dos EUA. Entre as ações estão a ameaça de tarifas a quem enviar petróleo a Cuba e o aumento das sanções ao regime, além de declarações afirmando que a ilha seria “a próxima” após intervenções militares na Venezuela e no Irã, embora tenha manifestado interesse em dialogar com Havana na semana anterior.




