Nesta segunda-feira (18), o Exército de Israel lançou uma nova ação para interceptar embarcações da Flotilha Global Sumud, que se dirigem à Faixa de Gaza. A operação se concentra em águas internacionais próximas à ilha de Chipre e foi confirmada por um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que se comunicou com o comandante da Marinha responsável pela interceptação.
Netanyahu elogiou as ações da Marinha, afirmando que os esforços estão frustrando um plano que visa romper o isolamento imposto a grupos terroristas na região. O primeiro-ministro ressaltou a importância do trabalho realizado tanto na atual flotilha quanto na anterior, destacando que as operações são essenciais para a segurança de Israel.
A Flotilha Global Sumud relatou em suas redes sociais que suas embarcações estão sendo interceptadas por lanchas militares israelenses em plena luz do dia, a poucos quilômetros do Chipre. Até o momento, há registro de um barco interceptado, enquanto as embarcações da flotilha estão a aproximadamente 500 quilômetros da costa de Gaza, seu destino final.
Os ativistas envolvidos na flotilha, que partiu de Barcelona no dia 15 de abril, alegam que a interceptação em uma área dentro da zona SAR (de busca e salvamento) do Chipre representa um desrespeito ao direito marítimo internacional e à liberdade de navegação em alto-mar, conforme estipulado pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS).
A flotilha tinha o objetivo de levar ajuda humanitária a Gaza e de desafiar o bloqueio naval imposto por Israel. Em um episódio anterior, em 30 de abril, uma parte da flotilha foi interceptada pela Marinha israelense em águas internacionais ao sul da Grécia, resultando na detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, que já retornou ao Brasil. Desde o início das operações em águas internacionais, Israel já interceptou 17 embarcações da flotilha.




