O Supremo Tribunal Federal (STF) negou mais um recurso ao ex-agente da Polícia Federal, Everaldo Monteiro de Assis, que foi demitido em fevereiro. Ele está a um passo de ser preso para cumprir a pena de 16 anos no Caso Playboy da Mansão. A defesa do ex-policial argumenta que ainda existe a possibilidade de um último recurso no STF.
Everaldo é acusado de atuar como intermediário na execução de Marcel Hernandes Colombo, que foi morto em um bar localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Campo Grande, em 18 de outubro de 2018. Em setembro de 2024, o STF determinou que a soberania das decisões do Tribunal do Júri, garantida pela Constituição Federal, justifica a prisão imediata de condenados após a decisão do júri popular.
O ex-agente foi sentenciado a oito anos em um julgamento que ocorreu após essa decisão do STF. Apesar de ter recorrido em liberdade, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) obteve uma decisão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que resultou no aumento da sua condenação e na determinação de cumprimento imediato da pena. A defesa interpôs recurso, mas a decisão que autoriza a prisão de Everaldo tem sido mantida pela Justiça.
Durante um julgamento virtual realizado entre 1º e 11 de maio, a 2ª Turma do STF, de forma unânime, negou o agravo apresentado pela defesa de Everaldo. O relator do caso, ministro Luiz Fux, destacou que a defesa não apresentou argumentos suficientes para contestar a decisão anterior, que permanece válida.
O advogado Jail Azambuja afirmou que a defesa ainda planeja recorrer ao STF, indicando que um último recurso está em análise. Além disso, a equipe legal está considerando a possibilidade de entrar com um novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde já existe um recurso relacionado à condenação.
Marcel Hernandes Colombo, conhecido como Playboy da Mansão, foi assassinado à queima-roupa em um bar e era famoso por promover festas em sua residência de alto padrão. Em 2016, após ser detido, ele chegou a zombar da situação em uma entrevista, mostrando um maço de dólares e afirmando que logo estaria livre.




