O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma postagem na rede Truth Social, no dia 29 de fevereiro, onde compartilhou uma imagem do Estreito de Ormuz, renomeado por ele como 'Estreito de Trump'. Essa região, situada entre os golfos Pérsico e de Omã, é de grande importância estratégica para o tráfego de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
A imagem foi inicialmente publicada por um perfil de apoio ao mandatário, conhecido como Women For Trump. Apesar da sugestão implícita de que os Estados Unidos detêm o controle sobre o estreito, a realidade é que o regime islâmico do Irã continua a obstruir a passagem de embarcações. Antes do atual conflito, que se intensificou em 28 de fevereiro e que entrou em um tenso cessar-fogo em 7 de março, cerca de 125 navios cruzavam diariamente essa importante rota marítima.
No dia da postagem, apenas seis embarcações conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, conforme indicaram plataformas de monitoramento de tráfego marítimo. Em resposta a essa obstrução, Trump considera a possibilidade de ampliar o bloqueio a navios que partem ou que se dirigem a portos iranianos. Isso levou Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo Mojtaba Khamenei, a afirmar que o regime islâmico “responderá” a qualquer tentativa de bloqueio.
Rezaei declarou à emissora estatal iraniana IRIB que tal bloqueio não teve sucesso e que o Oceano Índico é vasto o suficiente para que o Irã possa transitar por ele sem problemas. As tensões entre os EUA e o Irã têm gerado repercussões significativas no mercado de petróleo, com o barril do petróleo Brent alcançando o preço de US$ 126,41, o maior valor em quatro anos. Já o WTI, referência americana, manteve-se praticamente estável a US$ 106,7.
Além disso, a situação está em vias de se agravar, uma vez que o Irã deve enviar ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações, uma versão revisada de sua proposta de paz até o dia 1º de março. A proposta anterior foi rejeitada por Trump, pois previa o adiamento das discussões sobre a atividade nuclear do Irã até que uma solução para a situação em Ormuz e o fim do bloqueio americano às embarcações iranianas fossem alcançados.
Marco Rubio, secretário de Estado americano, também se manifestou sobre a questão, afirmando que a tentativa do Irã de manter o controle sobre o estreito, cobrando taxas e controlando o tráfego militarmente, é inaceitável para os Estados Unidos.




