Emmanuel “Manno” Sanon, ex-atacante da seleção haitiana, é reconhecido como o maior artilheiro do país na história das Copas do Mundo da FIFA. Com dois gols anotados na Copa de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, ele detém um recorde isolado que faz parte da história do futebol. A marca de Sanon é notável não apenas pela sua singularidade, mas também por ter interrompido uma invencibilidade histórica do goleiro italiano Dino Zoff.
A participação do Haiti na Copa de 1974 foi a única do país no século XX, e a seleção enfrentou um grupo desafiador, que incluía seleções como Itália, Polônia e Argentina. Embora tenha sido eliminada na fase de grupos após três derrotas, o camisa 20 conseguiu deixar sua marca na competição. O ápice de sua carreira aconteceu logo na estreia, quando, após driblar Zoff, abriu o placar para o Haiti, quebrando o recorde de 1.142 minutos sem gols sofridos pelo goleiro.
Apesar da virada da Itália, que terminou 3 a 1, o feito de Sanon foi amplamente celebrado e reverberou no mundo do esporte. Seu segundo gol na Copa veio em uma partida contra a Argentina, onde o Haiti foi derrotado por 4 a 1, mas sua performance individual destacou-se em meio a um cenário difícil para a equipe. Ao todo, Sanon participou de todos os três jogos da fase de grupos, consolidando-se como um ícone para o futebol haitiano.
A lista de artilheiros do Haiti em Copas do Mundo é extremamente restrita, uma vez que o país balançou as redes apenas duas vezes na história do torneio. Emmanuel Sanon se destaca isoladamente, com um total de dois gols, enquanto os demais jogadores da equipe de 1974 não conseguiram marcar. Philippe Vorbe, que deu uma assistência para o gol de Sanon contra a Itália, e o goleiro titular Henry Francillon são lembrados, mas não conseguiram contribuir para o placar.
Após mais de 50 anos, o Haiti se prepara para retornar ao torneio na Copa do Mundo de 2026, um evento que contará com 48 seleções. A nova geração de jogadores, incluindo Frantzdy Pierrot e Duckens Nazon, tem o desafio de superar a histórica marca de Sanon e escrever um novo capítulo na história do futebol haitiano. O legado deixado por Manno Sanon, que faleceu em fevereiro de 2008, é um símbolo de esperança e inspiração para os atletas que representarão o Haiti nos gramados da América do Norte.




