O Rei Charles III fez um apelo à unidade entre os Estados Unidos e o Reino Unido durante seu discurso no Capitólio, na terça-feira (28). O monarca caracterizou essa relação como "insubstituível e inquebrável", especialmente em um momento de tensões políticas entre o governo Trump e a oposição trabalhista liderada por Keir Starmer, em meio à guerra no Irã.
Em seu discurso, Charles evitou mencionar questões polêmicas que envolvem os dois países atualmente, como o caso Epstein, que busca distanciar da imagem da casa real britânica, especialmente devido à investigação em torno de seu irmão, o ex-príncipe Andrew.
Um dos pontos mais destacados foi a defesa da Otan, uma aliança que vem sendo alvo de críticas por parte do presidente Donald Trump em seu segundo mandato. O Rei solicitou apoio à Ucrânia em sua luta contra a Rússia, ressaltando a relevância da aliança militar em um cenário global desafiador.
O monarca lembrou que Londres e Washington estiveram juntos em conflitos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e a guerra do Afeganistão. Ele enfatizou que "essa mesma determinação inabalável é necessária na defesa da Ucrânia e de seu povo corajoso, a fim de garantir uma paz verdadeiramente justa e duradoura".
Charles III mencionou ainda que a parceria com os EUA é uma das "mais importantes da história da humanidade". Em uma alusão ao distanciamento do governo Trump em relação à Europa, ele expressou seus desejos de que essa colaboração prossiga e que vozes isolacionistas sejam ignoradas.
Além disso, o Rei aproveitou a ocasião para condenar o atentado recente contra Donald Trump, ocorrido no último sábado, afirmando que a violência contra a democracia "jamais terá sucesso".




