No último fim de semana, mais de 2 mil jovens participaram da Marcha pela Vida, realizada no centro da Cidade do México. O protesto foi uma resposta ao avanço de legislações que facilitam o aborto no país, coincidindo com o 19º aniversário da primeira legalização do procedimento na capital. O evento criticou a expansão dessas normas em outros estados, refletindo a preocupação com a proteção da vida desde a concepção.
Os manifestantes se mobilizaram contra a descriminalização do aborto e a ampliação das leis que autorizam o procedimento em várias regiões do México. A data escolhida é significativa, pois marca a legalização do aborto sob demanda até a 12ª semana de gestação, conforme estabelecido pela lei de 2007. Utilizando cânticos e cartazes, o grupo defendeu políticas públicas voltadas para o bem-estar das mulheres e dos bebês.
Desde a decisão pioneira em 2007, o cenário no México passou por transformações significativas. Atualmente, 24 dos 31 estados do país apresentam restrições mais flexíveis em relação ao aborto. Esse movimento ganhou força especialmente após 2018, com a ascensão do partido MORENA, que promoveu novas regulamentações durante as administrações de Andrés Manuel López Obrador e Claudia Sheinbaum.
Dados da Secretaria de Saúde Pública da Cidade do México apontam que entre 2007 e 2025, quase 300 mil abortos foram realizados na capital, um número que é frequentemente citado por defensores da vida como um alerta sobre as consequências das leis. Esse dado tem servido como combustível para as manifestações que exigem a revisão das normas relacionadas ao aborto.
A marcha contou com a presença de jovens vindos de pelo menos 20 cidades diferentes, além de famílias e grupos paroquiais. Legisladores de oposição também marcaram presença, destacando a importância da participação da juventude na luta pela dignidade humana e proteção dos nascituros, considerados a parte mais vulnerável da sociedade.
Ao final do evento, um manifesto foi lido, reafirmando que essa nova geração não se calará ou se renderá às pressões para aceitar o aborto. O documento enfatiza que os jovens continuarão lutando pela 'verdade' e pela defesa do direito à vida no México, rejeitando a descriminalização como uma norma cultural aceita e definitiva.




