A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fez um apelo por moderação no discurso político, em um momento marcado por um aumento na violência contra autoridades, especialmente após uma recente tentativa de assassinato contra o presidente dos EUA, Donald Trump. Durante uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, dia 27, Leavitt acusou membros do Partido Democrata de terem contribuído para a demonização do presidente republicano.
Em suas declarações, Karoline enfatizou que as expressões de opinião devem ser manifestadas por meios legais, como debates, protestos e o voto, ao invés de recorrer à violência. "São as maneiras pelas quais podemos resolver divergências, não com balas", afirmou a porta-voz, ressaltando a importância de um diálogo pacífico.
Leavitt também apontou que a retórica que equipara Trump a figuras históricas como Hitler está incentivando a violência política e influenciando negativamente indivíduos vulneráveis. Ela atribuiu a responsabilidade ao Partido Democrata por retratar Trump como uma ameaça à democracia, o que, segundo ela, alimenta os episódios de violência direcionados ao presidente e seus apoiadores.
Além de abordar a questão do discurso político, a secretária de imprensa anunciou que a Casa Branca está revisando os protocolos de segurança para eventos com a presença de Donald Trump. Essa decisão foi tomada após o Serviço Secreto ter interceptado, no último sábado, um indivíduo que aparentemente tentou assassinar o presidente e membros de seu gabinete durante um jantar de Estado.
Karoline Leavitt informou que uma reunião está marcada para esta semana, convocada pela chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, com a participação de altos funcionários do Departamento de Segurança Interna e do Serviço Secreto. O objetivo é discutir como garantir a segurança do presidente em eventos públicos, especialmente após a prisão de Cole Allen, que foi detido por sua tentativa de assassinato.
A situação trouxe à tona a necessidade de reavaliar as medidas de segurança em todo o país, incluindo a possibilidade de implementar o sistema de “sobrevivente designado”, que é utilizado durante o discurso do Estado da União. Esse protocolo visa evitar a desarticulação do governo em caso de um ataque ao Capitólio, designando um membro que permaneça em um local seguro durante o evento.




