Neste sábado (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que cancelou a viagem de dois de seus principais conselheiros ao Paquistão, onde estavam programadas negociações com representantes do Irã. O motivo alegado por Trump foi o tempo excessivo de deslocamento, que ele considerou desnecessário. O presidente afirmou que as negociações serão conduzidas por telefone, evitando assim um longo trajeto aéreo.
"Não vamos passar 15 horas em aviões o tempo todo indo e voltando para receber um documento que não é bom o suficiente, então vamos negociar por telefone, e eles podem nos ligar quando quiserem", declarou Trump a repórteres do lado de fora do Air Force One, na Flórida, antes de retornar a Washington.
Além do cancelamento, Trump expressou sua preocupação com a situação política interna do Irã, sugerindo que a confusão na liderança do país está dificultando as negociações. Ele mencionou que a incerteza sobre quem realmente está no comando no Irã geraria complicações adicionais nas tratativas.
O presidente, em sua publicação na Truth Social, destacou que havia cancelado a viagem dos representantes americanos a Islamabad, afirmando que seria um desperdício de tempo. "Além disso, há uma enorme disputa interna e confusão dentro da ‘liderança’ deles. Ninguém sabe quem está no comando, nem mesmo eles. E nós temos todas as cartas na manga, eles não têm nenhuma! Se quiserem conversar, basta ligar!", completou.
Trump também comentou em entrevista à emissora Fox News que não via sentido em fazer um voo de 18 horas apenas para sentar e discutir questões que não levariam a resultados concretos. Ele enfatizou a decisão tomada com sua equipe, afirmando: "Não, vocês não vão fazer um voo de 18 horas para ir até lá. Nós temos todas as cartas. Eles podem nos ligar quando quiserem, mas vocês não vão mais fazer voos de 18 horas para ficarem sentados conversando sobre nada".
O cancelamento ocorreu logo após a saída de uma delegação iraniana de Islamabad, onde o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, havia se encontrado com líderes do governo paquistanês, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chefe do Exército, marechal Asim Munir. Estes encontros visavam facilitar uma nova rodada de negociações entre as autoridades americanas e iranianas, após tentativas anteriores não terem logrado resultados satisfatórios.




