Um homem de 24 anos foi detido por moradores em Campo Grande após sequestrar e agredir sua ex-companheira na noite de quarta-feira (22). O incidente ocorreu nas proximidades de um posto de combustíveis, após um evento, e foi registrado em vídeo pelo canal Direto das Ruas, no qual o agressor aparece sendo contido por diversas pessoas.
Na gravação, que dura 33 segundos, o jovem aparece deitado no chão, descalço e vestido com uma calça jeans e um casaco preto. Os moradores o cercaram enquanto ele recebia gritos de reprimenda, com um dos homens questionando a atitude do rapaz em agredir uma mulher. O vídeo se encerra com o jovem gritando “Me desculpa” após receber um golpe na cabeça com um capacete.
O boletim de ocorrência indica que o agressor pegou as chaves da motocicleta da vítima e a forçou a acompanhá-lo em alta velocidade. Durante o percurso, a mulher tentou pular da moto em duas ocasiões para pedir ajuda, mas foi coagida a voltar. O homem parou em um barraco no bairro COHAB na tentativa de comprar drogas, e, ao ser recusado pelos vendedores, começou a golpear o painel da motocicleta com um capacete, causando danos ao veículo.
A vítima conseguiu se desvencilhar e pular da moto na região do Núcleo Habitacional Universitárias, onde pediu socorro. No entanto, o agressor a acompanhou e a agrediu novamente com o capacete. Três motociclistas que passavam pelo local, juntamente com moradores da área, intervieram para interromper as agressões. O rapaz tentou atacar as testemunhas, mas foi contido até a chegada da Polícia Militar, acionada por uma moradora que escutou os gritos.
Ao ser detido, o homem apresentava lesões no rosto e queixava-se de dores na coluna. Ele foi levado sob custódia para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário e, posteriormente, transferido para a Santa Casa para a realização de exames. A vítima também buscou atendimento médico devido a ferimentos nos braços, pernas e rosto.
O caso foi registrado na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como sequestro e cárcere privado, lesão corporal, ameaça e dano no contexto da violência doméstica. A vítima relatou que havia solicitado uma medida protetiva contra o suspeito há duas semanas, mas o documento ainda não estava ativo no sistema. O agressor segue internado sob escolta policial e possui um histórico criminal que inclui passagens por tráfico de drogas, violência doméstica, porte de arma e roubo majorado, tendo sido condenado a 8 anos e oito meses de prisão, com progressão de regime concedida em 2025, mas que foi revertida pelo descumprimento de medidas.




