A transição do outono para o inverno em Mato Grosso do Sul, que ocorre entre os meses de maio e julho, deve ser marcada por temperaturas mais elevadas e um aumento na quantidade de chuvas em algumas áreas do estado. O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) aponta que o extremo norte e o extremo noroeste devem ter precipitações acima da média, especialmente em localidades como Parte do Pantanal de Corumbá, além dos municípios de Pedro Gomes, Sonora e Coxim.
Essas regiões, que tradicionalmente recebem menos chuvas, têm uma média que varia entre 50 a 100 mm no trimestre. Nas demais áreas do estado, a distribuição das chuvas deve ser irregular, o que pode impactar a agricultura e outros setores dependentes da água.
Em relação às temperaturas, a expectativa é que todo o estado registre índices acima do normal, principalmente em dias com céu limpo e maior incidência de radiação solar. Essa condição pode ser favorecida pela presença do fenômeno El Niño, que, segundo os modelos climáticos analisados, apresenta uma probabilidade de 61% de influenciar as condições climáticas do trimestre.
O El Niño é conhecido por provocar ondas de calor e elevação das temperaturas, o que pode agravar ainda mais as condições climáticas já previstas para Mato Grosso do Sul. Com o aumento das temperaturas e as chuvas irregulares, a população e os produtores rurais devem se preparar para enfrentar desafios relacionados à gestão dos recursos hídricos e à agricultura na região.
As previsões indicam que, além do trimestre atual, o impacto do El Niño pode se intensificar durante a primavera e o verão, o que requer atenção especial das autoridades e da população em geral. O acompanhamento das condições climáticas será fundamental para mitigar possíveis efeitos adversos e garantir a segurança alimentar e hídrica na região.




