Há pouco mais de um ano, a moeda alcançou R$6, com projeções que apontavam novas altas. Agora, o dólar volta a operar abaixo de R$5, o menor valor em mais de dois anos. Essa oscilação não deve ser interpretada como um sinal de oportunidade imediata ou de aposta direcional.
Para os especialistas, o movimento não indica uma migração total para a moeda americana, mas sim um ajuste de estratégia. "SE você já investe em dólar, pode aportar mais. SE não investe, é um ponto de atenção, até porque hoje em dia é muito fácil investir em dólar aqui no Brasil", afirma Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro.
O interesse por ativos dolarizados cresce em momentos de incerteza global, como forma de reduzir riscos ao expor parte da carteira a economias mais estáveis. "Viagens, comida, celular…tudo acompanha, de alguma forma, o preço do petróleo e da moeda americana. Por isso, faz sentido dolarizar parte do patrimônio", afirma Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.
Ainda assim, o alerta é para evitar decisões motivadas por movimentos de curto prazo. "Não compre no susto, querendo ganhar rápido. É uma estratégia de longo prazo", diz Godoy.
Diversificar investimentos é uma estratégia de longo prazo que pode reduzir riscos ao expor parte da carteira a economias mais estáveis. "Dá para dolarizar os investimentos via ETFs na B3, fundos internacionais e até criptomoedas, que são majoritariamente cotadas em dólar", explica Pascowitch.
A Resenha do Dinheiro, apresentada por Marilia Fontes, Thiago Godoy e Bernardo Pascowitch, é um programa que propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.n




