Oscar Schmidt, reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete do Brasil, faleceu na sexta-feira (17), aos 68 anos. A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) emitiu uma nota expressando seu lamento pela perda, destacando que Oscar foi um verdadeiro ícone do esporte e redefiniu os limites nas quadras.
A CBB ressaltou o reconhecimento internacional que Oscar recebeu, sendo incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter jogado na liga. Essas distinções são reservadas a atletas que transformaram o basquete.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) também manifestou sua tristeza pela morte do ex-jogador, lembrando que Oscar, conhecido como 'Mão Santa', é o recordista brasileiro em participações nos Jogos Olímpicos, tendo competido em cinco edições consecutivas e se tornado o único atleta a ultrapassar 1.000 pontos na história das olimpíadas.
Em 2019, Oscar foi homenageado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva por sua contribuição ao esporte. Recentemente, foi admitido no Hall da Fama do COB, mas não pôde comparecer à cerimônia, sendo representado por seu filho, Felipe Schmidt.
Clubes de basquete também prestaram homenagens. O Clube de Regatas do Flamengo, onde jogou entre 1999 e 2003, e o Sport Club Corinthians Paulista, que viu Oscar conquistar seu último título nacional em 1996, lamentaram sua partida. O Corinthians destacou que ele permaneceu como o maior pontuador da história do basquete até 2024.
Oscar Schmidt enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos. Sua despedida será reservada, conforme o desejo da família. Ele faleceu em sua residência e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, já sem vida.



