Na sessão ordinária realizada na quinta-feira (16), a Câmara Municipal de Campo Grande optou por manter o veto total da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei Complementar 1.020/2026. A proposta, apresentada pelo vereador Wilton Celeste Candelorio (Avante), visava a criação de uma zona de silêncio ao redor de templos religiosos, mas foi rejeitada pelos vereadores.
A iniciativa havia sido aprovada em regime de urgência no dia 17 de março e pretendia modificar a Lei Complementar 2.090, de 1992, a Lei do Silêncio. Caso implementada, a nova regra restringiria ruídos em um raio de 200 metros de aproximadamente 2.115 igrejas na cidade.
Com a decisão de manter o veto, a zona de silêncio permanece limitada a locais como hospitais, escolas, bibliotecas públicas e postos de saúde, que já exigem silêncio excepcional na mesma área. Durante a votação, o vereador Leinha manifestou a intenção de discutir novas alternativas com diferentes segmentos antes de propor uma nova iniciativa.
Ele mencionou já ter dialogado com o Conselho de Pastores e representantes do Executivo, além de setores culturais, e planeja convocar uma audiência pública para debater soluções que atendam tanto as instituições religiosas quanto as atividades culturais.
O vereador Jean Ferreira (PT) considerou a manutenção do veto benéfica para bares, espaços culturais e o setor de eventos, argumentando que uma legislação mais rígida poderia prejudicar o funcionamento desses estabelecimentos e limitar o desenvolvimento cultural da cidade. Ele enfatizou a necessidade de revisão das normas relacionadas ao funcionamento noturno e a importância de ampliar as opções de lazer e cultura em Campo Grande.
A votação do veto foi simbólica e consolidou a decisão do Executivo, encerrando a tramitação do projeto na Casa de Leis.




