Na última quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou um cessar-fogo de dez dias no Líbano, onde Israel está em conflito com o grupo terrorista Hezbollah desde o início de março. A declaração foi feita por meio de um post na rede Truth Social, onde Trump mencionou que teve conversas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Trump destacou que ambos os líderes concordaram em iniciar formalmente o cessar-fogo às 17h, horário do leste dos EUA, o que corresponde às 18h no Brasil. O presidente também relembrou a reunião realizada em Washington na terça-feira (14), onde as autoridades americanas mediarem diálogos entre os representantes de Israel e do Líbano.
Em um tom otimista, Trump afirmou que foi uma honra para ele resolver nove guerras ao redor do mundo, e expressou confiança de que este seria um novo sucesso. Além disso, mencionou que convidará Netanyahu e Aoun para um encontro na Casa Branca.
A situação no Líbano envolve Israel enfrentando o Hezbollah, e não o exército libanês, uma vez que o grupo terrorista intensificou os ataques ao território israelense em resposta à guerra liderada por EUA e Israel contra o Irã. Este conflito ocorre em meio a um cessar-fogo de duas semanas que se encerra na terça-feira (21).
Recentemente, Washington e Teerã haviam anunciado uma trégua de duas semanas, mas o Irã bloqueou novamente o Estreito de Ormuz, alegando que a trégua foi desrespeitada devido a ataques de Israel. Tanto os Estados Unidos quanto Israel afirmaram que o cessar-fogo com o Irã não incluía a situação no Líbano.
Após tentativas de negociações com o Irã no Paquistão no último fim de semana não resultarem em acordo, Trump anunciou que os EUA implementariam seu próprio bloqueio no Estreito de Ormuz, ação que começou na segunda-feira (13).




