A Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, adotou uma postura contida no recente conflito entre o Irã, EUA e Israel. O regime não enviou armas ao Irã, apesar da cooperação histórica, e evitou prestar condolências oficiais pela morte do líder supremo Ali Khamenei. O Ministério das Relações Exteriores emitiu apenas dois comunicados protocolares, criticando a agressão dos EUA e Israel sem citar o nome de Donald Trump.
A contenção é uma estratégia deliberada para garantir espaço diplomático com Washington. Kim estaria de olho em uma possível retomada de diálogo com Donald Trump, especialmente após a cúpula prevista para maio entre o líder chinês Xi Jinping e o presidente americano.
Analistas acreditam que Kim calculou suas falas e ações para manter abertas as portas para negociações que tragam benefícios ao seu próprio regime. A tecnologia norte-coreana está presente no campo de batalha, com o arsenal de mísseis do Irã possuindo a 'impressão digital' de Pyongyang.
A guerra pesou no bolso da população, com o preço da gasolina subindo 17% e o diesel mais de 20% em março. O impacto chegou aos alimentos, como o milho, e ao mercado negro de dólares, dificultando a vida da população de baixa renda e afetando as cadeias de suprimentos industriais.
O regime usou o conflito como laboratório, intensificando testes com mísseis balísticos intercontinentais e mísseis com ogivas de fragmentação. Além disso, desenvolveu armas para desativar redes elétricas, aplicando lições operacionais que observou tanto na guerra da Ucrânia quanto nos ataques recentes no Irã.




