Nesta quarta-feira (15), a Romênia anunciou que seus caças, parte da missão de policiamento aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Báltico, interceptaram um avião de espionagem da Rússia. A aeronave interceptada, um IL-20 COOT A, estava sobrevoando a região sem comunicação com as autoridades de aviação, segundo informações do Comando Conjunto das Forças Armadas da Romênia.
Os caças romenos identificaram a aeronave russa e a escoltaram até que ela deixasse a área de operações. A missão foi realizada pelo destacamento conhecido como "Carpathian Vipers", que conta com aproximadamente 100 militares romenos e seis caças F-16 Fighting Falcon, baseados na Base Aérea de Siauliai, na Lituânia. Essa ação está alinhada ao compromisso da Otan com a segurança coletiva de seus membros.
O IL-20 é uma aeronave soviética adaptada para missões de inteligência e reconhecimento eletrônico, comumente utilizada pela Rússia para monitorar atividades militares e obter informações estratégicas em regiões relevantes. A interceptação do avião russo ocorre em um momento de tensões contínuas na fronteira leste da Otan.
No dia anterior, 14 de março, a Romênia já havia mobilizado caças F-16 em resposta a ataques russos com drones próximos à fronteira com a Ucrânia. Naquela situação, sistemas de defesa aérea foram colocados em alerta, mas nenhum drone adentrou o espaço aéreo romeno.
Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, há um aumento na aproximação de aeronaves e drones russos ao território da Otan, levando a aliança a intensificar o policiamento aéreo em seus países do leste europeu.




