O dólar comercial apresentou uma queda de 0,03% e fechou cotado a R$ 4,99 nesta quarta-feira (15), marcando o sexto dia seguido de desvalorização. Este movimento é reflexo das expectativas relacionadas ao avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, além do contexto político no Brasil. A cotação alcançou seu menor nível em mais de dois anos, indicando uma percepção de menor risco internacional.
O diálogo entre autoridades iranianas e países aliados sugere uma possível diminuição das tensões no conflito com os Estados Unidos, o que beneficia moedas de nações emergentes, como o real. Contudo, o ambiente permanece instável devido ao bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz, que exerce pressão sobre o comércio global de petróleo. Essa região é fundamental para o transporte de petróleo e interrupções podem impactar os preços e as expectativas econômicas.
Após o fechamento do câmbio, a bolsa brasileira refletiu a cautela do mercado internacional. O Ibovespa encerrou com uma queda de 0,46%, atingindo 197.738 pontos. Essa baixa ocorreu em meio à instabilidade externa e a uma postura mais conservadora dos investidores, que consideram os riscos geopolíticos e a situação política interna.
No cenário político, pesquisas eleitorais no Brasil também afetam o mercado. Um levantamento recente indica um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um possível segundo turno. No acumulado, o dólar apresenta um recuo de 0,39% na semana, 3,61% no mês e 9,05% no ano, refletindo também o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que mantém o país atrativo para investimentos estrangeiros.




