O réu João Vitor de Souza Mendes recebeu uma pena de 44 anos, 5 meses e 10 dias de prisão durante o julgamento realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande. Ele foi considerado culpado pela morte dos adolescentes Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz Grizahay, ambos com 13 anos, além de ter tentado matar um jovem de 24 anos. O crime aconteceu na noite de 3 de maio de 2024, no Bairro Jardim das Hortênsias.
O site Campo Grande News informou que a sessão de julgamento começou por volta das 8 horas e foi presidida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. A acusação esteve a cargo da promotora Gabriela Rabelo Vasconcelos, enquanto a defesa foi feita por um defensor público. Durante a audiência, João Vitor foi identificado como o responsável pelos disparos, embora tenha negado possuir uma arma.
O processo tinha sido desmembrado após um adiamento devido à ausência do advogado de defesa, que apresentou atestado médico. O réu foi responsabilizado por duas mortes e uma tentativa de homicídio, sendo que os crimes foram considerados mais graves devido a características como motivação injustificável e o fato de as vítimas não terem tido chance de defesa.
No caso da tentativa de homicídio, a Justiça concluiu que João Vitor realmente teve a intenção de matar, mas não conseguiu. Ele foi condenado duas vezes por homicídio em relação às mortes de Aysla e Silas, mas sua pena foi reduzida, já que ele tinha menos de 21 anos na época do delito. A lei prevê essa diminuição automaticamente, independentemente da gravidade dos crimes.
Foi absolvido da acusação de porte ou posse ilegal de arma, o que indica que a falta de provas não permitiu sua condenação neste aspecto. As penas foram estabelecidas individualmente: 11 anos, 1 mês e 10 dias pela tentativa de homicídio e 13 anos, 11 meses e 16 dias por homicídio.
Outros quatro envolvidos foram julgados em novembro de 2025. Nicollas Inácio Souza da Silva foi condenado a 43 anos e 20 dias, enquanto Kleverton Bibiano Apolinário da Silva recebeu 14 anos pela tentativa de homicídio. Rafael Mendes de Souza foi sentenciado a 11 anos por tentativa de homicídio e receptação de motocicleta. George Edilton Dantas Gomes foi absolvido. O juiz destacou a frieza e o desprezo pela vida humana demonstrados pelos réus, ressaltando o impacto social dos disparos em via pública.




