Uma equipe de Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) descobriu uma nova espécie de réptil de 230 milhões de anos no estado do Rio Grande do Sul. A espécie, denominada Isodapedon varzealis, foi descrita na revista Royal Society Open Science e é caracterizada por ter um bico pontiagudo e um comprimento de 1,2 a 1,5 metros.
A equipe, liderada pelo paleontólogo Rodrigo Temp Muller e pela mestranda Jeung Hee Schiefelbein, estudou um crânio fossilizado encontrado no município de Agudo em 2020. O réptil herbívoro quadrúpede pertence ao grupo dos rincossauros e provavelmente usava seu bico para cortar plantas e cavar em busca de raízes.
A descoberta é mais um exemplo da diversidade de vida que existiu no passado e sugere que o grupo dos rincossauros atingiu o pico de diversidade ao mesmo tempo em que os primeiros dinossauros estavam surgindo.
A equipe também encontrou conexões entre o espécime brasileiro e um rincossauro da mesma idade encontrado na Escócia, o que sugere que os animais podiam vagar livremente pelas massas de terra sem barreiras oceânicas.
Os fósseis de rincossauros também são importantes marcadores de tempo geológico, ajudando os cientistas a datar melhor as formações rochosas onde são encontrados.



