O casal encontrado morto em sua residência em Anastácio, Mato Grosso do Sul, possuía um histórico de violência doméstica e registros policiais ao longo de 2025. Maria Clair Luzini, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, apresentavam sinais de violência no local do crime, ocorrido na noite de sábado (28). Ambos foram encontrados na cozinha da casa, com ferimentos profundos e circunstâncias que indicam um episódio de extrema violência.
Vilson tinha sido preso em flagrante em junho de 2025, após ameaçar e injuriar Maria. Ele foi liberado mediante fiança, mas com medidas protetivas que o proibiam de se aproximar da vítima. Em agosto, Maria registrou nova ocorrência contra Vilson, relatando ameaças constantes e agressões, o que resultou em sua prisão em flagrante novamente. A liberdade do acusado foi concedida com mais uma medida de afastamento.
Durante as investigações, a delegada Isabelle Sentinelo descartou a hipótese de feminicídio seguido de suicídio. Os corpos apresentavam o mesmo intervalo de tempo de morte, mas outros fatores afastam essa linha de investigação. Os ferimentos de Vilson não eram compatíveis com suicídio e a arma do crime não foi encontrada no local, indicando a possibilidade de participação de terceiros.
As lesões encontradas em Vilson indicam uma dinâmica de ataque, e as circunstâncias do crime sugerem um ato de extrema violência. Maria estava de barriga para cima e Vilson caído de bruços, ambos com ferimentos graves. Informações preliminares indicam que Maria pode ter tentado fugir antes do ataque.




