O chanceler do regime islâmico do Irã, Abbas Araqchi, admitiu que Teerã recebeu mensagens dos Estados Unidos para discutir o fim da guerra em curso. No entanto, negou que isso signifique a existência de negociações formais. Araqchi disse que há troca de mensagens com os EUA por meio de países mediadores, mas negou que isso seja uma negociação. Segundo o chanceler, a política atual do regime é manter o que chamou de 'resistência'. O fato de Washington mencionar negociações para o fim da guerra neste momento é 'uma admissão de derrota', afirma Araqchi.
O governos dos Estados Unidos enviou ao Irã uma proposta para encerrar a guerra, incluindo pontos relacionados ao fim do programa nuclear iraniano, ao fim do desenvolvimento de mísseis e à segurança das rotas marítimas no Golfo Pérsico. Teerã respondeu de forma negativa à proposta e apresentou suas próprias condições para o fim da guerra.
Araqchi disse que o acordo para encerrar a guerra só será aceito se ocorrer 'nos termos definidos por Teerã'. O Irã busca o fim da guerra em seus próprios termos, de forma que ela não se repita novamente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a intensificar os ataques caso o Irã não aceite um acordo para encerrar a guerra, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Leavitt disse que Trump 'não blefa' e que o Irã não deve fazer 'cálculos errados' diante das advertências feitas por Washington.




