O mercado financeiro teve um dia positivo nesta segunda-feira (16), com o dólar caindo 1,6% e fechando a R$ 5,23. A moeda norte-americana encerrou as negociações a R$ 5,229, após ter alcançado R$ 5,28 pela manhã. Essa queda ocorre após dois dias de alta, quando o dólar superou R$ 5,30, atingindo o maior nível de fechamento desde janeiro.
A redução da aversão global ao risco, impulsionada pela queda das cotações do petróleo, beneficiou ativos de mercados emergentes e fez com que o real apresentasse um dos melhores desempenhos entre essas moedas. O principal índice da B3, o Ibovespa, também reagiu positivamente, avançando 1,25% e encerrando o pregão aos 179.875 pontos.
A queda do petróleo foi um dos principais fatores que melhoraram o clima nos mercados. O contrato do petróleo Brent para maio fechou em queda de 2,84%, embora ainda permaneça acima de US$ 100. A expectativa de uma retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo, contribuiu para essa queda.
No cenário interno, as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos e a expectativa de um corte moderado na taxa Selic pelo Copom também foram vistas como fatores positivos. As taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro registraram quedas superiores a 30 pontos-base em alguns vencimentos, refletindo a melhora na liquidez do mercado.



