Zico, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro e figura chave na popularização do esporte no Japão na década de 1990, se manifestou sobre o esperado confronto entre a Seleção Brasileira e a equipe japonesa na fase de 16 avos da Copa do Mundo. O ex-jogador, que fez parte do memorável time de 1982, que muitos consideram um dos melhores a não conquistar o título, inicialmente expressou que torcerá pelo Brasil na partida marcada para segunda-feira, dia 29, no Estádio do Houston Dynamo, no Texas. Contudo, ele também deixou claro que não ficaria triste caso o Japão, sob a liderança de Carlo Ancelotti, saísse vitorioso.
"Se o Brasil ganhar, ótimo, porque sou brasileiro. Mas, se perder, eu não vou ficar triste, não, porque no futebol japonês tem um pezinho da família Coimbra lá", afirmou Zico em entrevista à Coluna do Flamengo. Sua relação com o futebol japonês é histórica; o craque defendeu o Kashina Antlers até 1994 e foi treinador da seleção japonesa na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Durante sua passagem, o Japão terminou na 28ª colocação, resultando em derrotas para a Austrália e para o Brasil no torneio, após Zico ter assumido o comando da equipe logo após o Mundial de 2002.
Zico brincou sobre sua experiência ao afirmar: "Tu quer pior do que ser treinador do Japão contra o Brasil? Eu fui duas vezes". A partida entre Brasil e Japão ocorrerá no dia 29, às 14h (horário de Brasília), e é crucial, pois o perdedor será eliminado da competição, com a possibilidade de prorrogação e disputa de pênaltis em caso de empate no tempo regulamentar.
A FIFA anunciou que o árbitro designado para o jogo será o italiano Maurizio Mariani. A escolha do árbitro acontece em um momento de tensão, após o afastamento do mexicano César Ramos, que apitou o jogo entre Brasil e Escócia. Tanto o técnico Carlo Ancelotti quanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) expressaram insatisfação com a anulação do gol de Vinícius Jr. na partida anterior, que foi revisado pelo VAR.
O embate entre Brasil e Japão promete ser um confronto emocionante, não apenas pelas implicações esportivas, mas também pela história que Zico representa para ambas as nações, refletindo a conexão que o futebol pode criar entre culturas distintas.




