O Tribunal Distrital Central de Seul impôs, na última sexta-feira (12), uma sentença de 30 anos de prisão ao ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, por sua participação em atividades ilegais relacionadas ao envio de drones para a Coreia do Norte em outubro de 2024.
A corte acolheu as alegações do Ministério Público, que classificou o envio dos drones como uma ação que constituiu "beneficiamento do inimigo" e "abuso de poder". A acusação sustentou que essa operação tinha como finalidade aumentar as tensões com o regime norte-coreano e servir de justificativa para a declaração de lei marcial, que ocorreu em dezembro de 2024.
Durante o julgamento, a defesa de Yoon Suk Yeol argumentou que a ação de enviar os drones era uma resposta legítima a balões com lixo enviados pela Coreia do Norte para o território sul-coreano. Após a decisão, os advogados do ex-presidente já protocolaram um recurso contra a condenação.
Além de Yoon, outras três pessoas também foram condenadas no mesmo caso. O ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, recebeu a mesma pena de 30 anos, enquanto Yeo In-hyung, ex-chefe do Comando de Contrainteligência da Defesa, foi sentenciado a 15 anos. Kim Yong-dae, ex-chefe do Comando de Operações com Drones, recebeu uma pena de três anos, que foi suspensa por cinco anos, o que significa que a condenação só será aplicada caso ele cometa novos crimes nesse período.
Em 3 de dezembro de 2024, Yoon declarou lei marcial em seu país, justificando que o Partido Democrático da Coreia (DPK) era "pró-Coreia do Norte" e que a medida era essencial para a manutenção da ordem constitucional. A decisão foi contestada pelo Parlamento, que votou pela revogação da lei marcial, mesmo diante da presença militar no Legislativo. Diante da pressão, Yoon voltou atrás e cancelou a medida, mas logo depois enfrentou o impeachment aprovado pela Assembleia Nacional.
O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou o impeachment de Yoon em abril do ano passado. Em janeiro deste ano, ele foi sentenciado a cinco anos de prisão por obstrução de Justiça e, no mês seguinte, recebeu uma pena de prisão perpétua em relação ao caso da declaração de lei marcial. A defesa continua a contestar essas condenações enquanto Yoon permanece detido.




