Na última quinta-feira (9), o vereador Beto Avelar (PP), líder da prefeita Adriane Lopes (PP), apresentou um pedido de cassação do correligionário Maicon Nogueira (PP) por suposta quebra de decoro. A solicitação foi formalizada na Comissão de Ética e também encaminhada à Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Campo Grande.
O pedido ocorre em meio a tensões na base da prefeita, que se intensificaram após a deflagração da Operação "Buraco Sem Fim", no dia 12 de maio. Essa operação investiga um possível esquema de fraudes em contratos relacionados a serviços de tapa-buraco na Capital. Dois dias após o início da operação, Maicon Nogueira anunciou sua saída da liderança do PP, citando incompatibilidade entre sua crítica à gestão e a função que exercia.
Na representação, Avelar argumenta que Nogueira utilizou sua fala na tribuna para fazer "acusações genéricas" sobre corrupção na Prefeitura. Em declarações Ao Campo Grande News, ele pediu cautela ao colega, alertando que quem faz acusações deve estar preparado para apresentar provas, pois a falta delas pode resultar em responsabilidades civis e criminais.
Após o desentendimento, Beto Avelar notou que Maicon fez uma postagem nas redes sociais associando-o à corrupção, o que o levou a solicitar ações ao Conselho de Ética. Avelar expressou que, apesar de ser esperado que o líder da prefeita se incomodasse com vereadores que atuam na fiscalização, confia que a Procuradoria Jurídica não deferirá o pedido de cassação.
Maicon Nogueira, por sua vez, defendeu-se afirmando que sua postagem não tinha a intenção de acusar Avelar de corrupção. Ele esclareceu que seu objetivo era demonstrar que, apesar de suas críticas, Avelar o havia ameaçado pedindo provas sobre suas afirmações.
A representação de Avelar ainda pede uma análise técnica da postagem de Nogueira e sugere que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifeste sobre a investigação em curso. Caso a Comissão de Ética não acate o pedido de cassação, o líder da prefeita propõe outras medidas disciplinares, como a suspensão do mandato ou a censura escrita, além de uma retratação pública.




