A ONU divulgou, neste sábado (27), que os danos físicos decorrentes dos dois terremotos que atingiram a Venezuela são estimados em US$ 6,7 bilhões, equivalente a R$ 34,6 bilhões e representando 6% do PIB do país. Essa avaliação preliminar foi realizada com base em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais, englobando perdas de bens como residências, embora não inclua as perturbações econômicas mais abrangentes causadas pelo desastre ocorrido na quarta-feira.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) destacou que os tremores consecutivos afetaram regiões de grande densidade populacional e atividade econômica, especialmente nas áreas próximas à costa norte da Venezuela, incluindo a capital, Caracas, além dos estados de La Guaira, Carabobo, Miranda, Yaracuy e Aragua.
Os danos físicos diretos foram quantificados em um intervalo que varia de US$ 4,7 bilhões a US$ 8,7 bilhões, ou seja, entre R$ 24,3 bilhões e R$ 45 bilhões, levando em consideração as perdas em moradias e ativos econômicos. Entretanto, essa estimativa não cobre os danos à infraestrutura nem a perturbação econômica geral, assim como os custos de reconstrução a longo prazo.
O PNUD ressaltou que o impacto econômico total pode ser entre 1,5 e 3 vezes superior ao custo dos danos diretos, indicando que a recuperação da Venezuela poderá exigir um esforço significativo e um investimento considerável ao longo do tempo, uma vez que os efeitos colaterais dos terremotos podem se estender por vários setores da economia.
Com a magnitude dos danos, a resposta humanitária e a assistência internacional tornam-se fundamentais para ajudar o país a enfrentar essa crise e iniciar um processo de reconstrução que promova a recuperação e a estabilidade econômica, além de garantir o bem-estar da população afetada.




