O uso de inteligência artificial para criar conteúdos falsos aumentou 308% no Brasil entre 2024 e 2025. Das 617 verificações realizadas em 2025, 25% envolviam deepfakes e outras tecnologias de IA, comparado a 4,6% no ano anterior. A desinformação política ganhou destaque, representando 45% dos conteúdos falsos em 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de 36 conteúdos falsos identificados no período. O ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu em 33 casos, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, em 30. O levantamento também mostra mudança nos canais de disseminação, com o uso do WhatsApp caindo de quase 90% em 2024 para 46% em 2025.
A queda indica dispersão das plataformas, com maior presença de conteúdos falsos em redes como Facebook, Instagram, Threads, X, Kwai e TikTok. O total de casos de deepfakes e outras peças produzidas com inteligência artificial passou de 39 para 159 em um ano. O total representa 25% das checagens feitas em 2025, contra 4,6% no ano anterior.
Deepfakes são tecnologias que alteram rostos e vozes em vídeos e áudios para criar informações falsas. Em 2024, a maior parte do uso da IA envolvia golpes digitais, como anúncios fraudulentos com imagens de pessoas conhecidas. Em 2025, a tecnologia passou a atuar de forma estratégica na desinformação política.




