A Casa Branca será o cenário de um evento inédito do UFC no próximo domingo (14), quando se celebrará o UFC Freedom 250. A data é significativa, pois coincide com o 80º aniversário do presidente Donald Trump e com o Dia da Bandeira nos Estados Unidos. Entre os destaques da programação, o brasileiro Alex "Poatan" Pereira, atual campeão dos meio-pesados, enfrentará o francês Ciryl Gane, disputando o título interino dos pesos-pesados.
O evento foi concebido por Trump como parte das comemorações do 250º aniversário da independência americana, que será celebrado em 4 de julho deste ano. No ano passado, durante uma visita ao estado do Iowa, Trump expressou publicamente seu desejo de realizar um evento de artes marciais mistas nos jardins da Casa Branca, marcando uma nova era de celebrações patrióticas.
Com a expectativa de atrair a atenção do público, a Casa Branca abrirá suas portas para cerca de 4 mil convidados, entre eles mais de mil militares. Os ingressos para o gramado sul da residência oficial foram majoritariamente reservados para membros das Forças Armadas e suas famílias. Além das lutas, a programação do evento inclui apresentações de bandas militares, um sobrevoo dos paraquedistas Golden Knights e uma performance da banda country Zac Brown Band, encerrando com dez minutos de fogos de artifício.
A organização do UFC Freedom 250 também está preparando uma área ao redor da Casa Branca, onde se espera que cerca de 120 mil pessoas possam acompanhar as lutas, ampliando a celebração do evento. Dana White, chefe do UFC e aliado próximo de Trump, destacou a intenção de que as lutas do evento contem a “história da América”, reforçando o tom patriótico da ocasião.
Entretanto, a realização do evento não passou sem críticas. O deputado Jared Huffman, da Califórnia, expressou sua desaprovação nas redes sociais, questionando o uso de recursos públicos para um evento como esse em meio a crescentes custos de vida. A senadora Elizabeth Warren e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, também se manifestaram de forma negativa nas redes sociais sobre a iniciativa.
Por outro lado, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, que já foi lutador de MMA, elogiou a proposta, afirmando que os lutadores sairão "literalmente do Salão Oval" para o octógono, destacando a celebração do orgulho nacional que o evento representa.




