Na quinta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua insatisfação com o Irã por manter restrições à navegação no Estreito de Ormuz. A crítica foi publicada na rede Truth Social, onde Trump mencionou que o comportamento do Irã desrespeita os termos do cessar-fogo temporário mediado pelo Paquistão, que assegura a passagem de petróleo pela rota.
Em sua postagem, Trump afirmou que o Irã não está realizando um bom trabalho ao permitir a passagem de petróleo no Estreito de Ormuz e destacou: "Esse não é o acordo que temos". Sua declaração veio após um aviso do governo americano sobre a possibilidade de o Irã cobrar taxas de navios petroleiros que transitam pela região.
Trump reforçou sua posição, afirmando que seria melhor que o Irã não realizasse cobranças e que, caso isso ocorresse, deveriam parar imediatamente. A emissora CBS News informou que o Irã estaria utilizando a ilha de Larak, próxima à sua costa, como ponto de cobrança para petroleiros que desejam cruzar o Estreito de Ormuz.
Dados da MarineTraffic indicam que, desde o anúncio do cessar-fogo entre Washington e Teerã, apenas 22 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz. Na quinta-feira, foram registradas apenas seis travessias, incluindo dois petroleiros, três cargueiros e um navio de abastecimento.
Ainda segundo informações da MarineTraffic, na quarta-feira (8), cinco embarcações atravessaram a região, nenhuma delas sendo petroleiros. Já na terça-feira, primeiro dia da trégua, foram contabilizadas 11 travessias, com nove navios de petróleo, produtos químicos ou gás.
Essa crítica de Trump ocorre antes das negociações entre Estados Unidos e Irã, que estão agendadas para este fim de semana no Paquistão. A Casa Branca informou que a delegação americana será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance.




