Um técnico de enfermagem, de 24 anos, suspeito de matar três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, teria injetado desinfetante mais de dez vezes na mesma vítima em um só dia. A aplicação teria sido feita em uma idosa, de 75 anos, com a utilização de uma seringa. O técnico aguardava a reação dos enfermos, que sofriam parada cardíaca, e realizava manobras de reanimação na vítima para disfarçar o crime.
As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33. As investigações apontam que o técnico administrava doses letais de remédios a pacientes internados na UTI, com o objetivo de matá-los. Ele atuava há pelo menos cinco anos no hospital.
A polícia ainda descobriu que em um dos casos, o técnico usou a conta de um médico para acessar o sistema do hospital. A partir da primeira entrada, ele prescreveu um medicamento errado. Além disso, teria ido até a farmácia para buscar os remédios, os preparado, e escondido no jaleco para aplicar na veia dos pacientes.
Duas técnicas, identificadas como Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, também são investigadas pelas mortes. Elas seriam responsáveis por observar a porta para que ninguém entrasse, auxiliando em dois dos casos investigados.




