A abertura de capital da SpaceX marca o início de uma nova onda de empresas de tecnologia que buscam acesso ao mercado acionário, superando concorrentes como OpenAI e Anthropic. Este momento de intensa exposição para Musk ocorre após sua recente saída da colaboração com o governo de Donald Trump, onde liderou uma iniciativa de corte de gastos públicos, acumulando também a gestão da Tesla e da SpaceX.
Apesar do otimismo entre os investidores, que demonstraram uma demanda quatro vezes maior que a oferta disponível, analistas de Wall Street permanecem cautelosos. A avaliação da empresa depende da realização de projetos que soam como ficção científica, incluindo a instalação de data centers no espaço e o transporte de humanos para Marte.
Embora a SpaceX tenha projeções de receita de U$ 18,7 bilhões para 2025, a empresa ainda opera no vermelho, registrando um prejuízo líquido de U$ 4,9 bilhões recentemente, reflexo dos altos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. Gwynne Shotwell, presidente da SpaceX, enfatizou que a empresa tem uma visão de longo prazo e que suas iniciativas são futuristas, minimizando a pressão por resultados imediatos.
A entrada da SpaceX na bolsa poderá criar milhares de novos milionários entre seus funcionários e investidores, mas também gera críticas em relação à concentração de riqueza nas mãos de Musk. Com uma fortuna estimada em U$ 782 bilhões antes do IPO, Musk pode se aproximar da marca inédita de U$ 1 trilhão. Para Nabil Ahmed, diretor da Oxfam America, essa concentração é “incompatível com uma democracia saudável”. Além disso, na véspera da estreia, ocorreram protestos em Nova York contra o uso das ferramentas de IA da empresa para criar conteúdos deepfake, indicando que os desafios enfrentados por Musk vão além dos números financeiros.




