Os Social-Democratas, partido de centro-esquerda que lidera o atual governo da Dinamarca, registraram seu pior desempenho eleitoral em mais de um século. Nas eleições parlamentares, a legenda obteve 21,9% dos votos, resultando em 38 cadeiras no Parlamento, 12 a menos do que em 2022.
A situação exigirá negociações difíceis para a formação de um novo governo, especialmente após a perda de cadeiras também pelos partidos da coalizão, o Liberal e os Moderados. O líder do Partido Liberal, Troels Lund Poulsen, declarou que não tem interesse em um governo de coalizão com os Social-Democratas.
O partido que se destacou positivamente foi o Partido do Povo Dinamarquês, que cresceu e agora possui 16 cadeiras. A Esquerda Verde também teve um bom desempenho, conquistando 20 cadeiras, cinco a mais em comparação a 2022.
As tensões sobre os planos do presidente americano, Donald Trump, de anexar a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês, continuam a ser um pano de fundo importante para a política dinamarquesa, com repercussões nas relações internacionais e no cenário interno do país.




