Uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo promete mudar o padrão sanitário dos grãos usados na produção de ração animal no Brasil. O SiloBio, um silo-biorreator que utiliza gás ozônio, foi desenvolvido em parceria com a empresa Nascente. O sistema combina armazenamento e tratamento industrial em um único equipamento e funciona apenas com ar e eletricidade.
Os testes demonstraram resultados expressivos, com redução de até 88% das fumonisinas totais e eliminação de até 96% de fungos como Fusarium e Penicillium. O sistema apresenta-se como uma alternativa sustentável aos tratamentos químicos tradicionais, com retorno financeiro estimado em menos de dois anos.
A inovação é resultado de mais de uma década de pesquisa e foi desenvolvida em parceria com a empresa Nascente. A proposta combina armazenamento e tratamento industrial em um único equipamento, criando um ambiente controlado capaz de higienizar grandes volumes de milho — e, futuramente, outros grãos como sorgo e soja.
A preocupação não é exagero. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece limite máximo de 5.000 μg/kg de fumonisinas em milho não processado. Na cadeia de suínos e aves, esse teto pode cair para 1.000 μg/kg, especialmente em fases sensíveis da produção.




