Em meio a oscilações nos preços dos combustíveis, representantes do setor reivindicam um debate técnico sobre a formação de preços no país. Em carta aberta, entidades do varejo argumentam que os postos, frequentemente considerados vilões, são a parte mais frágil da cadeia de abastecimento, atuando apenas na etapa final com pouca margem de manobra sobre os valores que cobram ao consumidor.
As entidades ressaltam que o sistema de abastecimento é complexo, envolvendo produção, refino, importação e distribuição. Apesar de haver mais de 40 mil postos operando no Brasil e gerando centenas de milhares de empregos, a margem de lucro dos revendedores é mínima, precisando cobrir custos operacionais como folha de pagamento e energia.
A carta também destaca que o preço dos combustíveis é determinado ao longo de toda a cadeia e é influenciado por fatores externos, como a cotação internacional do petróleo e a carga tributária. Os postos, sendo o ponto mais visível para o consumidor, não têm controle sobre esses componentes e acabam sendo os mais cobrados em momentos de alta.
As entidades pedem um ambiente regulatório estável e ações de fiscalização que não prejudiquem a imagem das empresas que operam legalmente. O setor enfatiza que responsabilizar o varejo pelo aumento dos combustíveis é um erro, apontando que a crise está em fatores estruturais que necessitam de coordenação e políticas de longo prazo.




