Nesta segunda-feira (08/06), o Presidente da Fiems, Sérgio Longen, manifestou sua oposição às propostas em tramitação no Congresso Nacional que visam a redução da jornada de trabalho. Para Longen, a flexibilização das relações trabalhistas é essencial para a manutenção de empregos e para evitar um aumento nos custos que poderiam impactar a população.
Durante sua participação no programa Noticidade, da rádio FM Cidade 97, Longen destacou que a redução da carga semanal de 44 para 40 ou até 36 horas teria consequências diretas no setor produtivo e geraria reflexos em toda a economia. "Isso é custo. Não tem como você hoje não ser impactado, porque impede o consumo, aumenta os preços. Isso traz uma preocupação para todos nós", afirmou.
O Presidente da Fiems também enfatizou a importância de um debate responsável sobre o tema, sem a interferência de questões políticas. Ele criticou a ideia de constitucionalizar normas mais rígidas relacionadas à contratação e à jornada de trabalho, além de contestar a noção de que os trabalhadores poderiam ter uma carga horária reduzida sem que a remuneração fosse afetada. "O mundo inteiro tem flexibilidade na contratação. O Brasil não, ele quer fazer uma emenda à Constituição escrever que é proibido você trabalhar 36 ou 48. Nós somos contra isso", declarou.
Longen também abordou a dificuldade enfrentada pelo setor em preencher vagas de emprego. Ele mencionou que muitas empresas estão operando com um déficit de cerca de 10% em sua força de trabalho. Para ele, os programas sociais têm influenciado essa situação, uma vez que muitas pessoas que recebem benefícios não demonstram interesse em retornar ao mercado de trabalho. "Infelizmente, no Estado, nós temos inúmeras pessoas dos benefícios sociais que não têm interesse em perder o benefício e não querem trabalhar", afirmou.
Além disso, o Presidente da Fiems destacou os esforços do Sistema Fiems em promover a qualificação profissional, ressaltando a oferta de mais de 200 cursos, muitos deles gratuitos, pelo Senai. Essa iniciativa visa atender à crescente demanda por profissionais qualificados no Estado.
Longen também comentou sobre os desafios logísticos e de infraestrutura que surgem com a expansão industrial em Mato Grosso do Sul. Ele reconheceu que o crescimento econômico traz dificuldades, mas também posiciona o Estado como um ambiente atrativo para investidores, tanto nacionais quanto internacionais, citando fatores como segurança energética, apoio à instalação de empresas e agilidade no licenciamento ambiental.




